28 de fevereiro de 2010

Busca Vertical e vantagens de sua utilização em SEO

A busca vertical permite um foco em conteúdos voltados a nichos específicos, como imagens, vídeos, notícias, entre outros e dessa forma promove maior qualidade nos resultados, pois relaciona resultados mais segmentados de modo a contribuir de maneira positiva para a experiência do usuário. Assim, os mecanismos entregarão em seus resultados de busca opções de imagens, vídeos, entre outros, em suas listagens, permitindo ao usuário maior conforto no processo de encontrabilidade de informações.

Tudo isso só foi possível depois da implementação de padrões adotados em mecanismos de busca a partir de 2007, oficializando então a busca universal, que permitia, além dos resultados convencionais (listagens de texto), os de vídeos, imagens, notícias, etc.

Características dos resultados

É quase como se o mecanismo de busca tentasse diminuir o esforço do usuário e entregasse não só o resultado, mas a informação já na própria página de resultados. Perceba alguns dos resultados a seguir, como os de vídeos no Youtube:

Busca Vertical

Imagem 01: resultados de vídeos no Google.

Nesse caso, a palavra-chave "vídeos iron maiden" já possui uma característica que determina o tipo de resultado esperado, ou seja, o usuário quer encontrar vídeos da banda inglesa de heavy metal Iron Maiden. Sendo assim, listagens de vídeos irão colaborar, e muito, para a experiência do usuário, pois, ao invés de entregar somente listagens de texto com sites que contêm vídeos relacionados, entrega também sugestões de vídeos.

Resultados de mapas

No caso do Google, podemos dizer que o mecanismo "gosta de mostrar" resultados de sua ferramenta de mapas, o Google Maps. Trata-se de um serviço de mapas, onde é possível encontrar endereços e rotas de lugares e empresas digitando seu nome, cidade, rua, CEP, número de telefone, entre outras informações. Esses resultados podem também conter imagens, como por exemplo imagens adicionadas por usuários, além de mais informações sobre ruas e comércios próximos de um determinado endereço.

Empresas podem utilizar esse serviço para cadastrar gratuitamente seus estabelecimentos, a fim de figurar em resultados na busca Google e atrair consumidores fisicamente (facilitando o acesso através do seu mapa) ou mesmo ao website da empresa.

Busca vertical através de mapas

Imagem 02: resultados de busca em mapas.

No caso de resultados por empresas, é possível adicionar resenhas e este é um ponto que considero muito importante, pois, além do resultado, é possível saber a opinião de outras pessoas. Dessa forma, uma empresa que aparece nesses resultados pode aproveitar o potencial da colaboração para obter vantagem competitiva. Sendo assim, para busca de usuários em determinados locais é muito importante que uma empresa se cadastre no Google Maps, mas não só nele!

A realização de cadastros em diretórios regionais também é muito importante. Atente para o fato de que falamos em encontrabilidade, então, o site pode ser encontrado através de diversas formas nesse processo de busca vertical. Ao buscar por determinados tipos de negócios nos mecanismos de busca é possível encontrar, além de mapas, resultados de diretórios e guias locais que irão contribuir ainda mais para esse processo. Alguns desses guias locais permitem a elaboração de uma página do negócio no guia, com imagens, endereço do site, telefones, entre outros dados importantes, que por sua vez acabam virando snippets de resultados em mecanismos de busca.

É relevante comentar que além da busca no próprio mecanismo de busca, esses artefatos devem aparecer em posicionamentos relevantes, também nos resultados de suas plataformas nativas. Se você cadastrou um determinado site em um guia, em um diretório, por exemplo, é importante que este esteja visível de alguma forma. Pense nisso, afinal, o usuário poderá continuar o processo de encontrabilidade em outro local que não seja somente o mecanismo de busca.

Resultados de imagens

Em determinadas buscas é possível também a presença de resultados por imagens que podem agregar ao processo de busca e encontrabilidade de informação do usuário.

busca vertical imagens

Imagem 03: resultados de imagens na busca orgânica.

Percebam que nesse caso da busca pela palavra-chave "papel de parede iron maiden" já é possível encontrar não só um resultado relevante para sites que possuem esse artefato, mas também as prévias de alguns papéis de parede.

Como pode ser utilizada

Esse recurso deve ser utilizado a favor de viabilizar, de modo ainda mais interativo, a permanência de uma marca, produto ou serviço em outras fontes que não sejam só as listagens convencionais de texto. Se um resultado de vídeo aparece nas SERP é porque há uma relevância para esse vídeo em seu canal nativo. Se uma imagem é apresentada nos resultados, ela deve ser popular por algum motivo.

É possível perceber que os mesmos vídeos que aparecem nos resultados Google, frequentemente aparecem nos resutados da interface de busca do Youtube também. Nesse caso, é relevante comentar que também há um processo de inteligência coletiva para que isso aconteça. Quanto mais popular for um determinado vídeo, maiores as chances de que apareça em posições relevantes nas listagens. O mesmo pode ser observado em relação a imagens. Sendo assim, há uma convergência entre meios que deve ser observada, não basta somente o vídeo ou imagem existir em um canal ou ser utilizado em um artigo de qualidade, ambos precisam ser populares, importantes, relevantes para o processo de encontrabilidade de informações.

Uma imagem, referenciada por outros websites se tornará muito mais popular. Nesse caso, cuidados com o nome da imagem e texto alternativo também são importantes.

Planejamento para busca vertical

Primeiramente é preciso analisar as possibilidades. SEO é muito mais do que técnicas, e sim, estratégias que nascem em possibilidades que um analista pode elaborar. Imagine que um blog, por exemplo, dificilmente irá aparecer no Google News, a não ser que tenha vários editores, seja popular, etc. Seria difícil também para um blog ser cadastrado em guias de serviços, mapas, entre outros, por causa do seu modelo de escopo. Dessa forma, é preciso criar um grupo de estratégias e possibilidades. No exemplo a seguir, perceba que há no centro o contexto de negócio e suas possibilidades de utilizações em outros sites, que irão figurar também em resultados de busca:

possibilidades busca vertical

Imagem 04: possibilidades que podem contribuir com a busca vertical para uma imobiliária.

  • É possível cadastrar o site em diretórios e guias regionais voltados para a localização geográfica de atuação do negócio;
  • Para cada loja da imobiliária é possível fazer um cadastro de localização no Google Maps, entre outras ferramentas de mapas;
  • É possível manter um banco de imagens de empreendimentos com descrições de bairros, apontando através de links, cada um para sua landing page no site;
  • Vídeos de apartamentos decorados; e
  • No caso de sites de notícias, atentem para o fato de que caso apareça alguma notícia do negócio, em algum portal de notícias já cadastrado do Google News, uma notícia referente ao negócio poderá aparecer através do Google News. Pense em como isso pode acontecer, use a criatividade!
Procure ativar perfis para o negócio em sites de redes sociais que apareçam em buscas por determinadas palavras-chave relacionadas ao seu negócio. Isso pode colaborar com a presença da marca.

É possível entender que se tratam de estratégias que não têm como fim somente o site, e sim o negócio. Dessa forma, descentralizando o ambiente de presença online (ver imagem conceitual) e provendo maior vantagem competitiva a um negócio através do processo de busca de informações na Internet.

Referência

The Art of SEO: Mastering Search Engine Optimization - (Enge; Fishkin; Spencer; Stricchiola, 2010)

20 de fevereiro de 2010

Inteligência Coletiva

A colaboração na Internet é uma forma de “inteligência coletiva”. Trata-se de um termo popularizado por Tim O´Reilly, fundador da O'Reilly Media (antigamente nomeada O'Reilly & Associates) e entusiasta de movimentos de apoio ao software livre e código livre(GOOSSEN, 2009), mas podemos que considerar que esse conceito sempre existiu desde os primórdios da sociedade humana. A diferença é que nos dias atuais a Internet é usada como ferramenta para tornar mais ágil este tipo de inteligência coletiva e, por conta disso, esse conceito ganhou novas dimensões. Podemos identificar três formas de gerar Inteligência coletiva:
  • Inteligência Coletiva Inconsciente: onde o usuário contribui com informações mesmo sem saber, pelo simples ato de navegar, ou seja, seu “rastro”. Nessa categoria, podem ser considerados cliques em links , figuras, preenchimento de formulários, etc. Essas informações são registradas pelos servidores e softwares que irão reunir os dados e fornecer determinadas informações e padrões.
  • "[...] cada clique com o mouse ou o teclado é uma decisão, passível de ser registrada e aproveitada por determinado sistema que a organiza e permite que os outros se beneficiem do rastro deixado por quem veio antes. Desta forma, um usuário pode saber qual o livro mais vendido numa livraria. Ou, no caso de um blog, qual dos artigos publicados foi mais lido ou comentado, criando um critério de relevância, que acelera a decisão do visitante [...] (CAVALCANTI; NEPOMUCENO, 2007, p. 36)"
  • Inteligência Coletiva Consciente: modalidade reservada a alguns grupos, onde é necessário o esforço dos membros para sua efetiva concretização. O desenvolvimento do Linux e de outros “softwares livres”, o empenho de usuários nas listas e fóruns de discussões em resolver determinado problema, podem ser bons exemplos de inteligência coletiva consciente, onde os participantes sabem que estão desenvolvendo algo em prol de uma causa.
  • "O exemplo mais significativo são as listas de discussão por temas específicos, que ajudam na organização, filtragem, avaliação, recuperação da informação para gerar conhecimento tanto para os que estão na comunidade quanto para os que virão. O desenvolvimento do Linux e de outros programas de software livre é a demonstração mais notória do poder desta modalidade, com listas focadas em um objetivo (no caso, o de elaborar um sistema) que há anos vêm trocando informações para gerar conhecimento em forma de softwares. (CAVALCANTI; NEPOMUCENO, 2007, p. 38)"
  • Inteligência Coletiva Plena: é aquela que consegue unir em um mesmo ambiente as duas anteriores.
O quadro a seguir mostra as características mais marcantes da inteligência coletiva consciente e inconsciente:
características da inteligência coletiva consciente e inconsciente
Características da Inteligência Coletiva Consciente e Inteligência Coletiva Inconsciente. (Cavalcanti e Nepomuceno, 2007 p.40)

Inteligência Coletiva através de Redes Sociais

Existem inúmeras redes sociais onde é possível aproveitar-se da inteligência coletiva. A comunicação livre, horizontal, permite que algumas empresas aproveitem-se destes meios para monitorar comportamentos dos consumidores, identificar tendências de mercado e até monitorar suas marcas, já que a participação dessas pessoas é relevante no processo de compra de outras pessoas. Pensem que os usuários de hoje são sofisticados e procuram por informações relacionadas aos produtos que os interessam em diversos meios, para obterem opiniões de outras pessoas e estarem seguros de sua compra.

É possível utilizar a inteligência coletiva através de sites de redes sociais na Internet de modo muito eficiente. O LinkedIn é uma rede que proporciona a colaboração de muitos desses tipos de usuários, pois disponibiliza uma coleção de dados de profissionais que se conectam de diversas formas: seja como um simples colega de trabalho, seja em uma relação cliente/fornecedor ou mesmo através de eventos. Essa rede tão bem articulada liga vários profissionais de diversas áreas e mostra suas qualidades, além de alguns projetos em que trabalharam. É possível, inclusive, obter informações e indicações sobre determinado trabalho realizado pelo respectivo profissional, através do LinkedIn. Empresas podem navegar por essa ferramenta em busca de profissionais gabaritados e competentes em determinado setor ou área de atuação.

No Youtube, uma ferramenta que possibilita a inserção de vídeos por seus usuários, gravadoras de todo o mundo possuem canais onde disponibilizam clipes de seus artistas. A gravadora europeia “NuclearBlast”, por exemplo, tem seu canal no Youtube (http://www.youtube.com/user/NuclearBlastEurope), onde disponibiliza vídeos dos seus artistas, além de permitir aos seus usuários que comentem e colaborem também com a comunidade.

Fora dos sites de redes sociais

Perceba que a inteligência coletiva não depende somente dos sites de redes sociais. Fora deles também é possível reconhecer a inteligência coletiva. Como exemplo, dois casos podem ser citados: Google e GoldCorp.

O Google utiliza-se da inteligência coletiva para o funcionamento de seu PageRank, um dos algoritmos responsáveis por atribuir um nível de popularidade a um site. Basicamente, o PageRank considera os links que apontam para um determinado site como votos. Dessa forma, um blogueiro, por exemplo, ao comentar uma determinada notícia publicada em um jornal e referenciá-la através de um link dá um voto para a página da notícia.

Na época da crise do ouro em 1999, a GoldCorp tinha como seu principal executivo, Rob McEwen. A empresa passava por problemas como: greves, dívidas e um custo alto de produção.

Inspirado por casos de colaboração como o do Linux, por exemplo, Rob McEwen teve a ideia de trazer para a GoldCorp o conceito de colaboração, para que a empresa pudesse encontrar ouro e usufruir do conhecimento de outras pessoas, agregando valor à empresa de forma inteligente. Para isso, o executivo promoveu o que ficou conhecido como “Desafio GoldCorp”, que premiaria em US$ 575 mil dólares os ganhadores. O desafio consistia em liberar através de seu site na Internet os dados geológicos da empresa, disponíveis desde sua fundação até os dias de hoje. Esses dados poderiam ser analisados por especialistas no mundo todo, que deveriam propor uma forma de se encontrar os minérios desejados pela companhia.

Os ganhadores do desafio partiram de uma junção de dois grupos da Austrália: Fractal Graphics e Taylor Wall & Associates, juntos desenvolveram uma poderosa descrição gráfica da mina em 3D sem nunca antes terem tido algum contato físico com as minas. Isso fez com que o custo de produção das minas diminuísse e a saúde financeira da empresa voltasse ao normal.

Caso InnoCentive

Esse é um caso que me chama bastante a atenção pois se trata de uma empresa totalmente voltada à colaboração. A InnoCentive , empresa americana sediada no estado de Massachusetts, na cidade de Waltham, nasceu em 2001. Teve origem em um brainstorming sobre como modelos de relacionamento poderiam criar rupturas nas práticas de negócios. Aaron Schach e Alph foram os fundadores dessa patente.

Atualmente a empresa é liderada pelo seu presidente Dwayne Spradlin. Trata-se de uma comunidade aberta para soluções de problemas e pesquisa. Aberta, pois conta com profissionais (chamados de Solvers ou "solucionadores") que podem inscrever-se para solucionar algum tipo de problema. A InnoCentive basicamente lista uma série de desafios científicos, de algumas empresas (Seekers, que buscam soluções), que precisam de respostas, ligando de uma forma inteligente essas instituições às pessoas que pesquisam ou estudam a área problemática, para que possam ajudar a resolver determinado problema ou proporcionar inovação. Tanto empresas que irão lançar um desafio ou apresentar um problema, quanto os candidatos que irão tentar resolvê-lo, fazem um cadastro no site. Como premiação, as pessoas que conseguirem resolver os problemas listados de uma forma viável, recebem recompensas em dinheiro.

Essa plataforma permitiu a um químico aposentado, Werner Mueller, por exemplo, receber um valor financeiro por resolver um problema de uma empresa farmacêutica. O químico desenvolveu um método simples e barato de produção, para um determinado medicamento.
Certo dia, no final de 2001, uma empresa farmacêutica necessitava de matéria-prima bruta para um produto que seria colocado no mercado. Apesar de o composto químico não ser tremendamente caro, o método para produzi-lo era ineficiente, o que afetava bastante o custo final do medicamento. A equipe interna de P&D estava se esforçando para encontrar uma solução e o projeto já havia estourado o orçamento. Então, a equipe postou o problema no InnoCentive, onde Mueller logo o reconheceu. Era um problema que Mueller identificou graças às suas décadas de experiência como químico. Ele foi trabalhar em seu laboratório e, pouco depois, enviou uma solução valiosa. A empresa ficou muito satisfeita – era uma solução que ainda não havia sido levada em consideração – e Mueller ficou US$ 25 mil mais rico. Ele reinvestiu o prêmio em seu laboratório e transformou o hobby da sua aposentadoria em uma empresa de consultoria. (TAPSCOTT; WILLIAMS, 2007 p. 125)
Sendo assim, é possível crer que a colaboração, do ponto de vista da Web, é o ato de permitir que o usuário de Internet participe das etapas e processos relacionados a algum tipo de atividade e a inteligência coletiva é o que ocorre quando isso acontece.

Nota. O texto acima é parte de um estudo que realizei no período de pós-graduação, sobre colaboração na Internet. Quem se interessar pelo texto completo é só entrar em contato.

Referência Bibliográfica

E - Empreendedor - Richard Goossen, 2009
O Conhecimento Em Rede - Carlos Nepomuceno; Marcos Cavalcanti, 2007
Wikinomics: Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio - Tapscott; Williams, 2007
A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço - Pierre Lévy, 2007

14 de fevereiro de 2010

Os sites irão acabar?

Os sites, como conhecemos hoje, sim. Não se trata de uma profecia, nem algo invisível aos olhos de todos, mas de uma tendência que já está acontecendo. Tenho motivos, baseados em evidências, para acreditar que cada vez mais as empresas irão descentralizar na Web suas operações e estratégias além dos limites de seus sites e que estes perderão cada vez mais espaço.

Entendam que os sites não vão deixar de existir, eles vão continuar colaborando e ajudando as empresas em suas estratégias, mas vão deixar de ser o ponto central de toda e qualquer estratégia online, se é que um dia foram.

Redes Sociais

As redes sociais, através dos sites de redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, entre outros), ferramentas importantes para manter a proximidade com o consumidor, possuem hoje uma significativa e importante fatia na operação online de uma empresa. Percebam que, cada vez mais, as empresas se voltam a ações que têm como objetivo ir aonde está o seu consumidor e não o contrário.

Vamos pensar no contexto SEO e SMM. O SEO visa trazer o usuário a um site, oferecer-lhe acima de tudo uma boa experiência a partir do mecanismo de busca. O SMM, o trabalho dentro dos sites de redes sociais, visa levar a empresa para o âmbito do habitat natural do cliente.

ações de tráfego para websites

Imagem 01: campanhas voltadas à trafego e metas dentro do site.


foco de presença em redes sociais

Imagem 02: campanhas voltadas à performance de uma marca/negócio dentro dos sites de redes sociais.

Nesse caso, deve ocorrer uma mudança de paradigma, de comportamento e de estratégia, onde o negócio seja levado para dentro das redes e o site participe como uma estratégia de apoio. Pode parecer simples, mas não é. Muitas empresas ainda têm dificuldade em conseguir e entender os benefícios disso.

A quebra de paradigma

Toda a mudança então fica clara. No caso do SEO, por exemplo, há uma tendência muito forte à adaptação desse conceito que visa a encontrabilidade de um site ou documento Web em mecanismos de busca para um novo modelo que visará a encontrabilidade em qualquer tipo de interface. Não que isso nunca tenha existido, mas acredito que nunca tenha tido a importância merecida. Pensem que hoje é importante para algumas empresas estarem posicionadas nos mecanismos, não só com seus sites, mas em resultados relacionados a certos foruns importantes para seus negócios, onde as pessoas reconhecem o poder e a influência daquele ambiente. Ou seja, é muito importante para uma determinada marca aparecer nos resultados de busca não só através de seu próprio site, mas também através de um fórum conhecido, do Yahoo! Respostas, etc.

Pensem que a busca em mecanismos de busca é só uma das formas possíveis de encontrabilidade. Mesmo sem os mecanismos de busca, as pessoas procuram informações o tempo todo.

Como se preparar para as novas tendências

O primeiro ponto é identificar como as mudanças estão ocorrendo. É possível perceber que hoje há uma mudança em relação a duas frentes muito promissoras: uma delas no que diz respeito aos dispositivos móveis, que atribuem a esses gadgets cada vez mais funcionalidades e mobilidade. Em outra frente, mas não isoladamente, é possível identificar novas ferramentas Web que permitem cada vez mais a interação e integração entre usuários e outras redes também.

Como eu disse, os sites não deixarão de existir no sentido real da palavra, serão ótimas estratégias de apoio. Sendo assim, pense em uma operação onde site, sites de redes sociais e dispositivos móveis se integrem de modo a formar um único ambiente de presença online.

ambiente de presença online e disciplinas de eng web
Imagem 03: Ambiente de presença online.

Neste ambiente de presença online, determine as boas práticas necessárias das disciplinas conhecidas de engenharia Web: usabilidade, acessibilidade, mobilidade, SEO, conteúdo, entre outros, que poderão tornar a experiência ainda mais agradável ao usuário, seja qual for o modo de comunicação com sua empresa, se através de seu site ou de sua presença em outras redes.

Não se esqueça também que no sentido dessas ações devemos aproveitar também a inteligência coletiva, que visa utilizar o poder da comunidade a favor de um determinado negócio. Em breve falarei mais sobre inteligência coletiva e sobre busca vertical, que possui como foco a encontrabilidade em alguns nichos de conteúdo.

Quer debater sobre? É só me enviar as perguntas através de comentários ou no formspring.me/erickformaggio.

Update 24/02/2010

Minha colega de trabalho Amanda Coiro(@_abanda) encontrou os slides a seguir, que explanam um pouco das estratégias da Coca-Cola na Internet. Percebam a descentralização.

Neste sentido, leiam também o artigo de Steve Rubel (Indicado pela minha colega Mariana @marianarrpp), "AP is Visionary: They See a Siteless Web", sobre a Associated Press e sua estratégia "descentralizadora" na Internet.

7 de fevereiro de 2010

Número de Páginas Indexadas

Recentemente escrevi um artigo sobre Métricas de Marketing Online, onde expliquei alguns dos indicadores importantes, bem como a forma de mensuração dos mesmos. Neste novo artigo, falo sobre o número de páginas indexadas e a importância deste dado para o processo de encontrabilidade de um Website.

Número de páginas indexadas como indicador operacional de um projeto de SEO

Um dos indicadores operacionais mais utilizados em um projeto de otimização de sites é o número de páginas indexadas. Geralmente esse indicador está relacionado com o reconhecimento do robô em relação às páginas do site. Aquelas que ainda não estão indexadas podem estar sendo bloqueadas propositalmente ou não. Propositalmente, no caso do robots.txt onde o webmaster bloqueia algumas páginas estrategicamente, seja para que o robô não indexe nenhum conteúdo de páginas de sistema ou por algum outro motivo que pode estar relacionado a uma estratégia de SEO.

Tem-se discutido muito sobre a importância de se medir esse indicador de modo mais satisfatório, afinal, se uma página está indexada, não significa que ela está bem posicionada, nem que está proporcionando mais acessos ao site. O melhor é medir esse indicador a fim de obter uma tendência mais aproximada e possibilitar um trabalho que privilegie a importância dessas páginas, tanto para o robô quanto para os usuários da Internet.

Lendo os dados com o Google Analytics

O Google Analytics tem se mostrado uma ferramenta importante para medição de indicadores relacionados à web. Com o SEO não é diferente. Por isso, seguindo o caminho dos exemplos e recomendações, vou utilizá-lo para exemplificar como podem ser medidas as páginas que estão indexadas e oferecem visitas ao site.

Após logar-se na ferramenta, vá até "Fontes de tráfego" e depois "Search Engines". Clique em visita não paga e em seguida ajuste para visualização por "Landing Page":


Imagem 01: Seleção de visitas não pagas.

Imagem 02: Seleção para visualização por landing pages.

O número de páginas mostrado pela ferramenta corresponde à quantidade de páginas indexadas. Essas páginas, estando presentes nos mecanismos de busca, enviaram visitas ao site. Notem que, nesse caso, não foi feito refinamento de quais mecanismos de busca, mas é importante comentar que isso também é possível.

Faça quadros comparativos

Quadros comparativos ajudam na leitura e interpretação de dados, pois neles você poderá fazer observações de todo esse painel, em relação às últimas medições.



Imagem 03: Painel com dados de indicadores do período de quatro meses.

No painel de indicadores de páginas indexadas, da imagem 03, é possível ter uma visão:
  • Do número de páginas indexadas pelos mecanismos de busca. Nesse caso o número geral;

  • Do número de páginas indexadas que levaram visitantes ao site; e

  • Do número de visitas oriundas de mecanismos de busca.
Ao ler os dados, procure determinar se as páginas importantes estão atraindo visitas, quais as páginas atraem maior número de visitas, quanto tempo o usuário permanece no site e como essas páginas estão se apresentando através de títulos e descritivos nas listagens de busca.

No próximo artigo, escreverei sobre como é possível medir algumas ações de Social Media Marketing e qual a vantagem.

Mais sobre páginas indexadas:

Crawling & Indexing - It's Not as Simple as Just In or Out