A pirâmide invertida é um recurso conhecido por jornalistas e muito utilizado em materiais impressos como jornais, revistas, dentre outros. É importante comentar que se trata de uma das técnicas que mais se ajustam ao ambiente digital, pois a maior vantagem desse tipo de abordagem é seu estilo organizacional que privilegia um pequeno resumo sobre a informação que será dissecada ao longo do conteúdo.
Por muitos anos utilizada em textos offline, foi trazida para o mundo online e adaptada às mais diversas formas de arquitetura de conteúdo, para que fosse possível o aproveitamento máximo dessa técnica que colabora para que o usuário vá direto àquilo que lhe interessa e é importante para sua experiência.
Trata-se de um recurso que ao ser utilizado em SEO pode colaborar imensamente com a qualidade do conteúdo, já que privilegia sua usabilidade e estrutura organizada de informações e palavras-chave.
A estrutura
Na estrutura da pirâmide invertida, a informação mais importante é mostrada primeiro, assim a conclusão sobre determinada informação é fornecida e privilegiada. Depois, a informação é contextualizada através de tópicos até outras informações. Sendo assim, aquilo que é mais importante deve ser privilegiado nos primeiros parágrafos e conforme a importância vai diminuindo, se chega à ponta inferior da pirâmide.
Imagem 01: pirâmide invertida e os espaços informacionais.
Perceba, na imagem 01 acima, que o mais importante encontra-se na parte superior da pirâmide. Dessa forma, aquilo que é verdadeiramente importante ao usuário será visualizado primeiro. A web possui um caráter não linear e essa é uma das maiores vantagens na utilização da pirâmide invertida, principalmente ao utilizar subtítulos em conjunto (principalmente quando possuem palavras-chave e variações delas), pois eles possibilitarão a leitura daquilo que interessa ao usuário. Assim, é possível usar a analogia de várias pirâmides invertidas ao longo do conteúdo.
Nesse modelo, o uso de subtítulos pode ajudar a estruturação de tópicos que formarão o contexto de cada subtítulo.
Obs. não estou certose a palavra "importante" é a mais correta para definir o conteúdo que fica mais abaixo na página (o que você acha?). Entenda que a busca, por exemplo, é momento. O consumidor passa por vários estágios de busca e, assim, a informação técnica de um produto que geralmente está mais abaixo na página, em sites de e-commerce, pode ser mais importante em um dado momento. Por isso é vital entender esses momentos até para que seja possível definir uma usabilidade de conteúdo adequada nesse sentido.
Articulação de níveis dentro do conteúdo
A pirâmide pode ser contextualizada em outras páginas, também de modo que os textos fiquem menores e os temas relacionados possam permanecer em páginas independentes e com um foco específico.
Imagem 02: níveis de conteúdo dentro da pirâmide invertida.
No exemplo da imagem 02 acima, o texto é embasado em uma pirâmide invertida com apoio através de subtítulos dentro de uma única página. Na imagem 03, a seguir, há uma proposta de utilização dessa estruturação em três páginas web.
Imagem 03: pirâmide invertida dividida através de páginas.
Nesse caso, cada uma das páginas irá compor uma pirâmide invertida perante a especificação do assunto. No entanto, essa é somente uma técnica que deve ser utilizada para textos muito longos, que exigirá do usuário que role a tela várias vezes para baixo. De modo geral, pode-se afirmar que o fim básico das técnicas de pirâmide invertida é mostrar ao usuário primeiro aquilo que é importante para sua informação.
A pirâmide invertida em sites de e-commerce
No caso de sites de e-commerce, na página de um produto a imagem deve aparecer em destaque. Informações sobre o produto, preço, botão comprar, dentre outros artefatos de interesse do usuário também devem ser considerados em localizações privilegiadas. Sendo assim, é possível entender que a pirâmide não é só texto, afinal, ela absorve outros recursos como: imagens, links, dentre outros artefatos disponíveis no hipertexto, que também vão compor a estrutura da página. Portanto, esses elementos também farão parte da pirâmide.
Independentemente da forma como for utilizada a pirâmide invertida, é importante que recursos de formatação, estruturação de informação e elementos como imagens e vídeos sejam utilizados para melhorar ainda mais a experiência do usuário independente do tipo de site.
Como pode ajudar em SEO
Fica claro que recursos relacionados à formatação de informações (como negrito, itálico, dentre outros) e elementos como imagens, vídeos e outros artefatos, também colaboram para a formação da estrutura da pirâmide e para a experiência do usuário ao buscar informações dentro da página. Sendo assim, pensar em uma estrutura que privilegie o que é importante para o usuário em determinado momento de busca, torna-se vital.
Em Maio de 2010 escrevi um artigo chamado "Recuperação de Informação", onde contei um pouco sobre esse conceito e qual sua relação com os mecanismos de busca modernos. Para isso, fiz uma rápida contextualização histórica dessa área de conhecimento até os mecanismos de busca atuais e interfaces de busca dentro de websites. Esse artigo que segue tem como objetivo retratar a recuperação de informação de um ponto de vista um pouco mais técnico, que envolve a inteligência artificial. Grande parte desse artigo é construído com base nos conceitos e técnicas explanadas no livro "Inteligência Artificial" de Stuart J. Russel e Peter Norving (vide referências).
Um pouco mais da contextualização histórica
Busca está efetivamente relacionada com recuperação de informação. Segundo Langville e Meyer (2006) depois da invenção do papel, os anciões romanos e gregos gravavam informações em rolos de papiros como nós hoje fazemos em post its, cadernos de anotações, etc. O fato é que como os anciões romanos, gregos, latinos, entre outros povos antigos, nós hoje vivemos a mesma lógica na hora de produzir e armazenar informação. Só que com sofisticações diferentes. A diferença entre ontem e hoje é a tecnologia empregada. Por tecnologia, podemos entender "o campo de estudo referente aos conhecimentos e usos das ferramentas e instrumentos utilizados pelos seres humanos ao longo de sua história" (SANTAELLA, 2007, p.205). Sendo assim, as ferramentas utilizadas hoje fornecem um maior poder de abrangência do que as anteriores, de modo que os métodos de recuperação de informação precisaram evoluir para que chegassem perto da cognição humana e pudessémos assim resolver o problema de obter bons resultados perante uma busca.
Algoritmos inteligentes
Na recuperação de informação moderna, os mecanismos que recuperam informação (conhecidos como mecanismos de busca) são baseados em agentes. Esses agentes são programas autônomos que reconhecem um ambiente. No caso de um agente da Internet, a web é todo seu ambiente, então na linguagem técnica pode ser reconhecido como "ambiente do agente" (RUSSEL; NORVING, 2004). Há também o programa do agente, ou seja, a implementação de suas funções que estão relacionadas à sua arquitetura.
Robôs de mecanismos de busca são agentes da web que rastreiam os websites indexando suas páginas. Eles funcionam através de módulos (LANGVILLE; MEYER, 2006) como a estrutura conceitual apresentada a seguir:
Software crawling: Conhecido também como spider, ele cria um robô virtual que consulta permanentemente a web atrás de novas informações e páginas, retornando com informações para sua central;
Repositório de páginas: Aqui as aranhas retornam com novas páginas web que são temporariamente estocadas. As novas páginas ficam no repositório até que sejam enviadas para o módulo indexador;
Módulo Indexador: No módulo indexador, a cada nova página extraída, é feita uma descrição (resumos importantes) da página, e assim ela é armazenada no índice;
Índice: No índice fica uma versão comprimida da página e suas informações;
Módulo de pesquisa: Converte a pesquisa do usuário em uma pesquisa nos seus índices, avaliando a relação da pesquisa com as páginas disponíveis no índice, ou seja, os documentos relevantes; e
Módulo de ranking: A relevância de um documento é determinada no módulo de ranking de acordo com o critério de cada mecanismo de busca. O desfecho é uma lista ordenada de páginas.
Esses módulos fazem parte (ibidem) da estrutura conceitual de um mecanismo de busca orientado por robôs. Contudo, trata-se de um modelo conceitual, um simples desenho de como pode ser seu funcionamento. Provavelmente, mecanismos de busca como o Google, Bing, dentre outros, possuam modelos mais avançados que esses.
Update 21/01/2012: no vídeo a seguir Matt Cutts explica como funciona o mecanismo de busca do Google.
Rastreamento e ranqueamento de páginas
Perante esse modelo conceitual, o "Crawler" navega através de links por entre páginas web, alimentando-se de seu conteúdo. Dessa forma, são indexadas as páginas de um site nos índices dos mecanismos de busca. O ranqueamento dessas páginas fica por conta do módulo de ranking. Os mecanismos de busca não revelam essas regras, mas sabe-se que alguns itens são favoráveis para que o robô entenda a relação de uma página com uma determinada palavra-chave, dentre eles a presença de palavras-chave em alguns artefatos importantes como:
URL
Títulos de páginas
Cabeçalhos h1, h2, hx
Texto âncora de links, dentre outros artefatos
Assim, os robôs utilizam artefatos de uma determinada página para entender do que trata seu conteúdo. Isso porque é utilizada a lógica no comparativo entre palavras expostas nos elementos da página com um possível significado, por exemplo:
Mouse, computadores, impressores, CDs e roteadores são equipamentos de informática, logo, se um site possui links, títulos, imagens entre outros artefatos que se relacionam com essas palavras, será um site relevante para a pesquisa da palavra-chave "loja de informática"
Essa lógica faz parte do sistema de funcionamento de um mecanismo de busca baseado em spiders.
Também, os mecanismos de busca modernos utilizam a popularidade/reputação de um website para determinar a importância dele perante determinada informação que precisará ser recuperada. A popularidade será calculada com base nos links que apontam para uma certa página por exemplo, no entanto, não é a quantidade que será o fator determinante, mas sim a qualidade dos links que apontam para uma determinada página.
Imaginemos quando os métodos de recuperação de informação eram pouco sofisticados se comparados com os de hoje, em uma biblioteca no século XVI ou XVII, por exemplo, um bibliotecário mantinha em mente e através de alguns livros índices de outros livros a localização de determinados livros. Certamente, os índices literários poderiam ter em seu conteúdo milhares de livros, no entanto, na memória do bibliotecário estavam mais presentes aqueles livros que com frequencia eram procurados pelas pessoas. Os mecanismos de busca são uma espécie de figura automatizadadessa lógica, onde os sites mais populares são aqueles mais referenciados. Pense nisso
O SEO é a ciência que trata de estudar formas de melhorar a relação entre mecanimos de busca e websites e torná-los, por sua vez, sites melhores, através da qualidade de artefatos como: links, imagens, textos, dentre outros. O SEO também observa requisitos de conteúdo de modo a atrair referências externas.
O Futuro da Recuperação de Informação
O futuro da recuperação de informação se confunde com o futuro dos mecanismos de busca, dos sites de redes sociais, das próximas gerações de websites e tecnologias móveis. Ainda procuramos por informações mesmo sem depender de tecnologias, mas o que ficou claro nesses dois artigos é que a utilização de artefatos de alta tecnologia como mecanismos de busca com inteligência artificial, por exemplo, facilitou a forma como encontramos informação.
Sendo assim, da mesma forma que a lógica da busca da informação continua a mesma, só que mais rápida e automatizada, isto tende a não mudar e ficar cada vez mais parecida com a forma que procuramos no mundo físico. É essa é a grande sacada.
Entender a busca e como funciona seu processo, independentemente do meio online, pois ela começa em outros lugares. Traçar esse caminho e entender que o SEO pode transitar dentre as mídias pode ser o real sucesso de qualquer estratégia de performance.
Referências
"SEO – Otimização de Sites – Aplicando técnicas de otimização de sites com uma abordagem prática". Erick Formaggio. Rio de Janeiro: Brasport, 2010.
"Inteligência Artificial”. Stuart J. Russel; Peter Norving. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004
"Google´s PageRank and Beyond: The Science of Search Engine Rankings". Amy N. Langville; Carl D. Meyer. Pup.princeton.edu, 2006.
"Linguagens líquidas na era da mobilidade". Lucia Santaela, 2007. Paulus.
Quer saber como o Google faz melhorias no seu algoritmo? Assista esse ótimo vídeo onde os responsáveis pelo algoritmo do Google explicam um pouco sobre como funciona o processo de modificações e qualidade de busca.
Das coisas mais interessantes, eles comentam que em um ano já chegaram a realizar 500 modificações no algoritmo, sobre como realizam o modelo comparativo de resultados para que possam modelar novas regras e sobre o algoritmo de correção ortográfica.
Entrevista onde Isaac Asimov, em 1988, fala sobre o modelo educacional daquela época e como poderiam acontecer mudanças na educação e busca por informação nos dias de hoje.
Você é um internauta (como eu) que teve a oportunidade de navegar na Internet nos anos 90? Se sim, leia a história a seguir e relembre. Caso não, a história a seguir serve para entender como funcionava a Internet.
Bom, a primeira coisa a se falar era a conexão. Era lenta e mais cara do que hoje. Lembro que era necessário realizar o acesso à Internet por meio de uma conexão discada, via modem 56kbps, que demorava para ser concluída e vivia caindo. Como se isso não bastasse, a conexão era lenta, muito lenta. Se você entrasse em um site com muitas imagens, Deus me livre! Demorava muito para carregar a página.
A questão é que hoje, embora a velocidade das conexões seja maior e o poder de processamento de computadores, dispositivos móveis (que muitas vezes superam o poder de processamento de computadores daquela época) e servidores aumentou, os sites na verdade ficaram cada vez mais carregados com "apetrechos". A diferença é que hoje, muitas vezes a carga oferecida por esses artefatos não é sentida por conta de todas as evoluções na informática citadas acima.
Verdade seja dita, o ser humano não tem paciência. Uma página que demora mais a carregar, a falta de usabilidade e uma experiência desagradável fará com que o consumidor continue sua busca sem considerar o seu site. É sobre isso que escrevo nesse post.
Fator de rankeamento
Além do usuário, também precisamos agradar o mecanismo de busca. O Google utiliza a velocidade de carregamento de uma página como uma premissa importante para que ela seja ranqueada (da mesma forma que no Quality Score dos Links Patrocinados). É fato que, como no passado recente, o internauta ainda não é muito tolerante a falhas e tempo perdido.
Como sei se uma página está lenta?
Para saber se um site está com o carregamento de suas páginas nos limites do normal, é possível contar com ferramentas que automatizam parte dessa análise.
Há alguns softwares muito bacanas que podem ser utilizados para realizar essa inspeção. O meu predileto é o Yslow.
Imagem 01: Teste do Yslow no Facebook. Estatísticas do HTML, JavaScript e outros componentes.
Outra ferramenta muito interessante que estou utilizando muito, ultimamente, é o WebPageest. Trata-se de uma ferramenta que testa o carregamento em vários navegadores diferentes. Basta, na home da ferramenta, selecionar o navegador e região.
A ferramenta apresenta os dados resumidos e em detalhes, como em "Waterfall View" onde, em modo cascata, são mostradas informações como início da conexão, tempo de download, dentre outras que podem colaborar para a otimização da velocidade das páginas do site.
Imagem 02: Gráficos estatísticos de carregamento de elementos da página do Facebook.
Essas ferramentas servem como apoio para que seja possível entender o que prejudica diretamente o carregamento da página. Por exemplo, na imagem acima é possível perceber que há duas chamadas CSS que consomem um tempo relevante no total e que, se diminuída para somente uma (como na explicação abaixo), pode encurtar o tempo de carregamento da página, como veremos mais a seguir.
Dica: teste sempre modelos de templates das páginas do site. Isso significa testar um exemplar de cada nível estrutural, como: home, categoria, subcategoria e página de produto.
Dicas importantes para deixar as páginas do site mais leves
Diminua o código HTML o quanto for possível. Remova espaços e comentários a não ser que sejam muito importantes;
Para código JavaScript e CSS, reúna-os em arquivos externos ".css" e ".js". Essa é uma maneira de tirá-los das páginas do site e posicioná-los nesses arquivos externos, que serão baixados e mantidos no cache do navegador;
Cuidado ao exportar instruções CSS e JS para não exagerar no número de chamadas. Cada chamada é uma requisição http diferente e cada requisição requer tempo para resposta e carregamento;
Diminuição de requisições HTTP, pois segundo Steve Souders (2007) 10 a 20% do tempo de resposta ao usuário final envolve recuperar o documento HTML e os restantes 80 ou 90% componentes como imagens, scripts, dentre outros. Não se trata de comprometer as funcionalidades que esses elementos proporcionam, mas de incluir na empresa uma cultura pró-otimização;
Converse com especialistas em CSS e JS afim de buscar maneiras viáveis de otimização de código. Sabe-se que há técnicas para diminuir o número de linhas de instrução em CSS e JS, dessa forma, o próprio arquivo independente também ficará mais rápido;
A otimização de imagens também deve ser bem observada, afinal, de todos os artefatos é o que mais leva tempo para carregar. Pense em opções, principalmente em caso de e-commerces de miniaturas e otimização de formatos e tamanhos de imagens. Muitas vezes, em programas para a edição de imagens é possível passar uma imagem de 50kb para 40kb sem comprometer sua qualidade de visualização. Imagine a diferença que isso pode fazer em 10 imagens dentro de uma página;
Evitar redirecionamentos desnecessários. Redirecionamento, no SEO, é um assunto que deve ser observado com muito cuidado, por particularidades como de popularidade/reputação, dentre outras. No caso de performance, excesso de redirecionamentos também podem ser prejudiciais. A dica é estudar e avaliar sempre o custo/benefício;
Redes de distribuição de conteúdo também são úteis. Segundo Souders (2007), se os servidores estão perto do usuário, o tempo de resposta de uma requisição, será menor. Outra vantagem desse tipo de planejamento é também a absorção de picos de tráfego por causa de propagandas, etc. Nesse caso, é importante observar também tanto a capacidade de processamento dos servidores principais, quanto de redes de distribuição de conteúdo.
Referências
FORMAGGIO, Erick. "SEO – Otimização de Sites – Aplicando técnicas de otimização de sites com uma abordagem prática". Rio de Janeiro: Brasport, 2010.
SOUDERS, Steve. "Alta performance em sites Web". Rio de Janeiro: Alta Books, 2007.
Update 16/01/2012
No grupo SEO Brasil no Facebook o pessoal comentou sobre alguns CDNs gratuitos, seguem alguns:
O Google News representa uma quantia relevante da audiência de qualquer portal de notícias na internet, pode ser responsável por até 20% das visitas desse tipo de site. É fato que para um portal de notícias obter maior visibilidade é imprescindível que as notícias publicadas em seus sites apareçam nessa fonte que reúne vários outros sites semelhantes.
Contudo, ser reconhecido e indexado pelo Google News não é o bastante. É possível perceber que se você busca no mecanismo de busca do Google por alguma palavra-chave relacionada a alguma notícia, alguns sites aparecem frequentemente na frente de outros. Sendo assim, fica claro que há aparentes métodos de classificação e isso precisa, certamente, ser levado em conta.
Em minha opinião essa é uma das oportunidades de se trabalhar o SEO. Assim, apresentarei neste artigo alguns conceitos básicos sobre a ferramenta, alguns dos requisitos para que apareça nas listagens e algumas dicas fundamentais. Essas dicas se baseiam na própria ajuda do Google News e em minha experiência com o trabalho de SEO em portais de notícias.
O que é o Google News
O Google News como eles mesmos se definem é “um site automatizado de notícias”. O funcionamento deste site consiste em obter manchetes de sites de notícias e publicá-las.
Imagem 01: Capa do Google News. Resultados de várias fontes e sites importantes de notícias do Brasil. O mecanismo de notícias mostra o título da notícia, um breve resumo e as fontes que noticiaram os acontecimentos.
Os resultados também aparecem na busca orgânica do Google, quando as pessoas buscam por termos relacionados com notícias.
Imagem 02: Visualização de notícias relacionadas a uma determinada palavra-chave através dos resultados nos mecanismos de busca.
É importante para um site noticioso figurar no Google News, tanto em sua capa principal quanto nos resultados do mecanismo de busca do Google. Trata-se de uma audiência relevante para as editorias que compõem sites de conteúdo jornalistico. Perceba que os sites mais importantes de notícias do Brasil estão no Google News, como: R7, G1, Estadão, Band, dentre outros.
O básico para aparecer no Google News
As premissas convencionais do SEO continuam a valer. Popularidade, conteúdo, requisitos técnicos também. Mas, além desses, há alguns que devem ser observados para que exista um efeito classificatório relevante que traga vantagem competitiva para o site.
Uma das primeiras coisas que devem ser feitas para que um site de notícias apareça, caso ainda não esteja, é o cadastro na ferramenta. Nesse formulario de inclusão do Google News devem ser incluidas informações, como:
Se trata realmente de um site de conteúdo;
O número de editores que o site possui;
Lista de autores e editores;
Região que o site abrange;
Informações para contato, os responsáveis do site, etc.
Por experiência própria, percebi que responder esse formulário é muito importante para que seja possível efetivar toda a indexação de notícias no Google News.
Há alguns pontos técnicos importantes também que devem ser observados:
URLs únicas: cada notícia deve ter sua URL (como páginas de produtos em um e-commerce) e é recomendável que se trate de uma URL amigável, com palavras-chave relacionadas com o conteúdo. Atentem para o fato de que muitos geradores de conteúdo de sites jornalísticos reproduzem na URL o título (title do navegador);
Notícias recentes: uma das maiores premissas do Google News é entregar as notícias mais recentes comentadas e buscadas pelos internautas. Sendo assim, sites de notícias com grande poder de atualização terão alguma vantagem, principalmente porque as pessoas vão buscar mais informações sobre as notícias mais recentes através da Internet. Na página das notícias, vale à pena também fazer pequenos "updates" e disponibilizar links para outras páginas que possam complementar o assunto;
Sitemap News: conhece o sitemap.xml? Então, tem também o sitemap para o Google News. Trata-se de um protocolo específico para a indexação de notícias e que vai colaborar diretamente para que o mecanismo de busca faça a indexação de novos conteúdos assim que eles vão para o ar. Se o portal possui uma estrutura de links internos (como comento a seguir) essa por si só já pode garantir a indexação das notícias recentes e importantes. Sendo assim, o Sitemap News não é algo exatamente obrigatório, mas pude perceber que trabalhar Sitemap News (se o custo desse trabalho não for alto) junto à estrutura de links internos é quase como um seguro para que toda indexação seja garantida;
Links Internos: sabe-se que todas as regras de SEO acabam valendo para que o site consiga alguma vantagem através do Google News. Um requisito que deve ser observado é o da estrutura interna do site, ou seja, se há links apontando para a página das matérias mais importantes (uma garantia maior para a indexação), como esses links são formados, etc;
Palavra-chave: se você faz uma busca na Internet, quer encontrar uma página que possua o que está procurando. Sendo assim, se você procura uma notícia sobre um artista famoso, certamente irá encontrar uma matéria que em algum momento cite o nome do artista. Dessa forma, manchetes como "Fulano, ator da rede x é preso em São Paulo" é mais atrativa do que "Ator de emissora conhecida é preso". Uma manchete possui palavras-chave que irão colaborar para que o robô entenda a informação, enquanto a outra é um pouco mais "mística";
Sinal social: em minha opinião é uma aposta. No trabalho de SEO você precisa imaginar o que acontecerá amanhã. Por isso, creio que se os mecanimos de busca ainda não utilizam o sinal social para a colaborar com o posicionamento de notícias, no futuro utilizarão. E se hoje já ultilizam, a tendência é que fique mais forte. Dessa maneira, pense em formas de aumentar o sinal social do autor perante a notícia e como será vinculado/viralizado nos sites de redes sociais.
Evangelização perante o trabalho de SEO
Quem escreve o conteúdo? Quem são os responsáveis pela
elaboração estrutural das editorias? É realmente muito importante
conhecer e se relacionar com esse pessoal, tratar o SEO na cultura da
redação, o SEO precisa estar em seu DNA.
Promover reuniões de modo a
mostrar para os jornalistas como o mecanismo de busca reconhece as
informações no conteúdo de uma página, discutir particularidades do gerenciador
de conteúdo que eles utilizam e como podem colaborar para o trabalho de
SEO, afinal, eles que geram o conteúdo que na minha opinião é o
principal pilar do SEO moderno. Isso não acontece sem uma aproximação,
treinamentos, metas, etc.
Digo isso por experiência própria. A questão é
que quem escreve o conteúdo (isso não somente em redações jornalísticas) geralmente não tem muito conhecimento sobre como os mecanismos de busca reconhecem as informações. Ele entende a importância disso, mas dificilmente sabe como acontece ou tem uma concepção totalmente errônea de como funciona. Logicamente, com a evolução do SEO e sua popularização, isso está se tornando menos comum.
Em muitas reuniões e treinamentos, em todos esses anos trabalhando com SEO, conheci muitos jornalistas e percebi que treinamentos com duas ou mais horas de duração não adiantavam. Imagine que, para os profissionais de SEO, são anos de estudo e participação em projetos para se ter o domínio e entendimento de como se faz o negócio, e isso, trabalhando diariamente com SEO. Como passar toda essa experiência para uma pessoa em uma tarde? É bem difícil, não? Sendo assim, creio que o melhor é ser um parceiro, um facilitador do entendimento de SEO dessas pessoas que escrevem conteúdo para os sites que publicam notícias, oferecer materiais, elaborar workshops, dentre outros eventos que colaborem para a evangelização do SEO dentro da redação. Isso faz a diferença. Essa é a uma das melhores dicas para aparecer bem no Google News ou na listagem convencional do Google.
E você, o que acha? Compartilhe a sua experiência!