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19/04/2008

Crítica do Google e ao Google

Estava lendo o blog do Juliano Barreto agora pela manhã, um artigo do dia 14/04/2008. O Juliano comenta sobre um especialista em "internet marketing" chamado Jack Spirko. Pelo que eu entendi o cara publicou uma carta aberta ao Google reclamando de algumas declarações políticas da empresa, onde segundo ele tratam os profissionais de SEO como inimigos. O Juliano colocou uma versão traduzida da carta no blog, vou replicar a seguir, para a avaliação de vocês:

"Querido Google,

Como uma pessoa que otimiza conteúdo para sistemas de busca antes do Google ser um sistema de busca, deixe-me dizer que eu admiro o trabalho que vocês realizaram e os segmentos que vocês criaram, que beneficiam tantos de nós. Também queria dizer que eu e muitos outros SEOs* se resentem de que vocês trabalham pesado para fazer nossas vidas miseráveis, espalhando propaganda negativa sobre nós e geralmente nos culpando pelas limitações do seus serviços de busca.

Para ser franco, quando uma pessoa faz uma pesquisa e não consegue encontrar aquilo que está procurando isso não acontece por causa de um malévolo SEO que otimizou páginas de spam. Muitas vezes isso ocorre porque o Google falha em encontrar resultados relevantes e às vezes o usuário não é capaz de buscar o
termo adequado para a sua pesquisa.

A lista a seguir mostra porque o Google não poderia existir sem os SEOs.

  • A Cauda Longa - Atualmente os internautas usam cada vez palavras com três ou com quatro letras para pesquisar sobre conteúdo específico. São os SEOs quem vão fundo no data mining para descobrir o que essas pessoas estão buscando e que criam conteúdo específico para essas necessidades. Sem nossa ajuda na construção e na otimização de conteúdo, os internautas veriam sempre os mesmas 30 ou 40 links que são mostrados para os termos genéricos, o tipo de resultado pobre que faz, no primeiro momento, o usuário fazer consultas mais longas.
  • Links - Honestamente vocês não estão aptos a encontrar o conteúdo de qualidade que lhes permite vender seus maravilhosos anúncios que redem bilhões de dólares a vocês. A maioria dos donos de sites simplesmente não entende o que é necessário para indexar e deixar seu conteúdo fácil de encontrar para os seus bots.
  • Até os spammers ajudam - Quando as primeiras versões do seu buscador foram lançadas, havia brechas de segurança pelas quais poderiam passar um aminhão, ou até um navio de cruzeiro, para ser mais preciso. Sem os spammers vocês jamais teriam melhorado seu produto e alcançado o nível atual.
  • Precisamos lucrar - Como um SEO, ou eu torno meu conteúdo lucrativo ou eu torno o conteúdo dos meus clientes lucrativo. Para fazer isso preciso ter um conteúdo válido e útil e a otimização precisa se encaixar com os desejos dos usuários. Se eu simplesmente conseguir deixar uma página sobre ursos panda no topo de uma página com resultados para o termo "animais", isso não fará meu cliente ou minha empresa melhor. Os SEOs não tentam melhorar a posição de conteúdo irrelevante como algumas vezes vocês dizem. Nós fazemos o melhor conteúdo possível chegar até o usuário que está buscando sobre um assunto específico. Os profissionais de SEO são os responsáveis por criar o conteúdo com a forma mais curta e mais precisa de hoje.

Gostaria de propor uma trégua, entretanto sei que certamente isso não acontecerá, pois vocês precisam de alguém para culpar. Nós dois sabemos que o que vocês devem fazer é melhorar seu sistema de busca, então porque vocês tentam nos atropelar com seu ônibus multicolorido?

Concluindo, vocês construíram um sistema que valoriza links sobre conteúdo então não nos culpem por usar isso dessa forma.Estamos apenas fazendo necessário para ajudar vocês a oferecer resultados relevantes para os seus usuários. Certamente nós lucramos por fazer isso, mas basendo-se pelos números dos últimos relatórios financeiros, vemos que vocês estão lucrando muito mais que nós.

Jack Spirko"

O que acham?

Minha opinião: quando um usuário vai até um mecanismo de busca, este procura alguém para ajudá-lo a encontrar alguma coisa. É como quando você vai ao Wall Mart procurar por uma "furadeira bosch". Ao invés de ficar dando voltas e mais voltas pelo supermercado você vai pedir a informação para algum funcionário. Sendo assim, é possível crer que o usuário quer rapidamente, e o fator tempo na internet é vital, encontrar o que precisa, ou seja, que o mecanismo de busca resolva seu problema.

No entanto, por ter boa parte de seus processos automatizados nem sempre o mecanismo de busca entrega aquilo que o usuário procura.

O trabalho de otimização de sites é o ato de tornar um site relevante para uma busca diretamente relacionada ao seu negócio, nem mais, nem menos. Pois ao encontrar um bom resultado o mecanismo de busca terá cumprido seu papel, o otimizador de sites e o site otimizado também.

15/04/2008

É legal trabalhar com Busca!

A capa da Exame da Edição 0915 - de 02/04/2008 é adivinha quem? Acertou! O Google! heheheheheh! Quando uma colega da empresa comentou sobre a capa dessa semana, outra colega fez o seguinte comentário: "Mas qual revista não tem o Google na capa!!!!????". É verdade. Ultimamente qualquer revista de tecnologia ou negócio que se preze já escreveu alguma coisa sobre o Google. Vamos lá!

Google na Exame

Li a versão eletrônica da matéria no portal exame. Vale a pena ler. Eles passam algumas informações importantes para quem deseja absorver mais um pouco de informação sobre esse mercado, e eu particularmente acho isso muito importante. Entender de SEM não é só tratar de aspectos técnicos em si, mas de mercado também.
"Desde sua estréia na bolsa, em 2004, o Google quintuplicou seu faturamento e superou o valor de mercado de empresas como PepsiCo e HP" - Larissa Santana, Portal Exame
O artigo intitulado "Por dentro da empresa que dominou o mundo", muito bem escrito pela autora Larissa Santana começa falando sobre o início da empresa e vai até os dias de hoje.

Busca na revista Meio Digital

Conhecidentemente estava hoje lendo a revista Meio Digital de Março e vi a seguinte chamada: "A Revolução dos Sistemas de Busca". Pyr Marcondes e Antônio Carlos Santomauro escreveram muito bem sobre esse mercado que movimenta muito dinheiro, segundo a matéria R$ 70 milhões nos primeiros nove meses de 2007, arrecadaram depoimentos de alguns personagens importantes deste mercado no Brasil como: Alexandre Hohagen CEO do Google no Brasil, Olavo Ferreira diretor do Yahoo! entre outros.

O ponto alto da matéria é a apresentação de três cases bem interessantes: Burguer King, Citibank e Tecnisa. As empresas exploraram bem o potencial das soluções de busca, para aumentar a audiência de seus sites e conseqüentemente valor. Vale a pena ler também!

É legal trabalhar com Busca!

Sempre quando alguém me pergunta o que eu faço, digo que trabalho com busca. Explico como funciona e as vantagens de se trabalhar nessa área, bem como de investir. É legal. O pessoal acha bacana o jeito que as coisas acontecem nesta área. O curioso é que sempre alguém acaba dizendo que já leu alguma coisa sobre o Google. Ninguém fala em Yahoo! ou Microsoft. Uma amiga inclusive comentou recentemente que leu "em algum lugar" que é legal trabalhar no Google, que o pessoal lá se diverte bastante e coisa e tal. Mas até a forma de trabalhar no Google está mudando:
"...os cerca de 9 000 funcionários que trabalham ali têm pouco tempo para se divertir durante o expediente. Vestidos quase sempre com jeans, camiseta e tênis, esses jovens vindos de diversas partes do mundo raramente conseguem desgrudar os olhos de seus computadores. Alguns estão tão atarefados que chegam a pendurar uma placa nada receptiva com a ordem "Keep out"(ou "Fique fora") na entrada de suas baias ou salas. Os googlers, como são conhecidos os funcionários da corporação mais descolada do mundo, estão ocupados demais em fazer girar o motor de uma empresa cujas vendas cresceram mais de 1 000% nos últimos cinco anos. As partidas de pingue-pongue ou vôlei de praia podem esperar o final do expediente..." - Larissa Santana, Portal Exame.
Será que o mercado está mudando?
Abraço!

14/04/2008

Microsoft compra o Yahoo?

Lendo sobre o que está acontecendo nos últimos meses com o mercado de busca comecei a pensar sobre o futuro e o que acontecerá daqui pra frente. Não só com as pessoas que trabalham diretamente com Search Marketing, mas com aquelas empresas que dependem tanto deste mercado. Qual será o impacto? Algumas empresas dependem diretamente do Google para vender, com a visibilidade mundial de mecanismos como o Live e a diferença de resultados o que acontecerá?

Microsoft tenta comprar o Yahoo

A possível compra do Yahoo pela Microsoft agitou o mercado. Muitas pessoas no mundo postaram na blogosfera, em sites especializados e em outros meios da mídia, sobre o assunto do momento. Em particular um artigo escrito o ano passado pelo colega Gustavo Bacchin me chamou muito a atenção. Ao falar sobre alguns movimentos do mercado de SEM na semana do dia 21/05/2007 o Gustavo fez o seguinte comentário:
"Há também rumores de que a Microsoft estaria de conversa para, vejam vocês, comprar o Yahoo! O preço seria em torno dos U$50 bilhões de dólares. O Yahoo nega qualquer conversa com a Microsoft. " - Gustavo Bacchin, SEM Brasil.
E realmente as coisas avançaram depois desta data, acompanhe as notícias:
"O conselho administrativo do Yahoo teria classificado a proposta da Microsoft, de US$44,6 bilhões de dólares, como”depreciativa”, e estaria considerando retomar negociações com o Google para a criação de uma aliança, como uma alternativa a proposta de aquisição da Microsoft." - Google Discovery, 03/02/2008
"O Yahoo pode ter jogado suas duas melhores cartas ao mencionar possíveis acordos com America Online ou Google, mas isso não parece ter mudado a opinião de Wall Street de que a Microsoft terminará por vencer a batalha pelo seu controle." - Terra, 10/04/2008
"Após mais de dois meses de negociação, ganharam força nesta quarta-feira (9) rumores da formação de alianças entre grandes empresas para colocar um fim nas conversas entre a Microsoft e o Yahoo!. A AOL está do lado da empresa de internet, enquanto a NewsCorp pode jogar para a gigante de software, segundo jornais internacionais." - Folha Online, 10/04/2008
Sandra Carvalho no seu blog na INFO Online, onde fala sobre tendências fez uma crítica muito inteligente sobre quais seriam as vantagens por parte da Microsoft ao adiquirir o Yahoo:
"Não poderia haver par mais perfeito. Sozinha, a Microsoft não consegue encontrar seu eixo na internet. Bem sucedida demais no desktop e amarrada à arquitetura cliente-servidor, tende a proteger seu mundo offline em vez de se jogar com tudo nas tecnologias do futuro. Com o Yahoo!, uma empresa nascida no mundo online, competente a ponto de ser batida apenas pelo Google, tem chances de se sair muito melhor nessa encruzilhada."
É fato que a Microsoft deseja de qualquer jeito entrar de vez para o mercado e comprar o Yahoo. Mas, o que aconteceria depois de comprar o Yahoo? A Microsoft manterá o Live? Haverá uma mistura entre o mecanismo de busca da Microsoft e do Yahoo?

Afinal qual será o resultado de Microsoft + Yahoo? Gostaria saber a opinião de vocês, abraço!

19/02/2008

Segurança e SEM: ameaças em 2008

Olá a todos. Resolvi fazer uma contribuição ao blog do meu amigo Erick com um tema sempre polêmico: segurança.

Estava lendo uma notícia, escrita por Thomas Claburn na InformationWeek (EUA) de 18 de fevereiro, referente às 11 novas ameaças à segurança em 2008.

Os alertas são feitos pela McAfee, e a InformationWeek americana "apresenta uma pequena tentativa de denominação" (palavras deles) e a linguagem que poderá ser utilizada para descrevê-las. Algumas dessas ameaças estão relacionadas à Search Engine Marketing, conforme abaixo (a reprodução é fiel ao original da notícia, sendo destacados os pontos onde fiz meus comentários):

1. Badvertising (propaganda mal-intencionada)
Com 38,5 mil referências encontradas no Google, a "badvertising" já tem aparecido mais do que o termo "malcode" (código malicioso). O fenômeno que ela descreve, que é a propaganda mal intencionada, já existe há pelo menos alguns anos. Atualmente, é suficiente se referir à propaganda criminosa utilizando termos como spam, adware (software de propaganda) e spyware. O problema com esses termos é que eles podem ser utilizados para se referir a softwares ou atividades legalizados. O spam, é claro, é permitido, conforme a Lei CAN SPAM, de 2003.

[Comentário] Esta é a lei americana - Controlling the Assault of Non-Solicited Pornography and Marketing Act - da Federal Trade Comission.[/Comentário]

Ao passo que o adware e o spyware podem realizar suas funções legalmente, mediante a notificação e o consentimento do usuário (pelo menos, até que a notificação e o consentimento sejam apropriadamente contestados em um tribunal por serem inadequados).
Embora o termo "crimeware" (software criminoso) esteja se tornando popular em substituição ao mais indefinido "spyware", o nome "badversting" tem uma especificidade atrativa. O que o termo "badvertising" reconhece é que nem toda propaganda é boa.

Em 2008, precisaremos dessa palavra, porque a propaganda online se tornará um grave problema de segurança. Na verdade, isso já está acontecendo: cerca de 80% do código malicioso na web se origina de propagandas online, de acordo com o Relatório sobre Tendências de Segurança na Web para o 1º Trimestre de 2007, divulgado pela Finjan, uma companhia de serviços de segurança para computadores. Observe o que acontecerá quando a AdBlock Plus for renomeada como AdBlock Security.

[Comentário] Na minha opinião, não é a propaganda online que se se tornará um grave problema de segurança. Concordo que poderá ser um meio para a disseminação de spywares, adwares e outros x-wares, mas deve-se ter cuidado na forma como isso é colocado. O e-mail é uma das formas em que mais se disseminam ameaças hoje, e nem por isso deixamos de usá-lo (apenas nos munimos de uma série de proteções via software e mudamos nossos comportamentos antes de clicar nos links). O mesmo acontece com a propaganda online: um link patrocinado no Google ou no Yahoo provavelmente está isento de badvertising (até porque as técnicas de SEM em geral são de MARKETING NÃO-INVASIVO), ao contrário de pop-ups e outros formas invasivas, que podem sim conter ameaças. Basta saber se vale a pena (ou seja, se você confia) e clicar...[/Comentário]

2. Adsploit (ataques a redes de propaganda)
Também podemos observar que o termo "adsploit" surgiu como referência a ataques realizados por meio de redes de propaganda. Devemos admitir que este termo tem um longo caminho a percorrer, pois a pesquisa resultou em apenas quatro referências no Google, sendo que nenhuma delas pareceu ser particularmente coerente. Mas existe uma palavra que se adapta melhor a malwares, como o Trojan.Qhost.WU, que substituem as propagandas em texto do Google AdSense por anúncios de um provedor não autorizado e, potencialmente, mal intencionado.

[Comentário]Bom, SEO e link patrocinado são técnicas de marketing não-invasivo. Já o Adsense é um conjunto de anúncios relacionados ao conteúdo de uma página ou site, em que o proprietário do site recebe uma remuneração pelos clicks naqueles anúncios. Se tirar o Adsense e colocar um banner, uma janela pop-up, tem-se uma forma de marketing invasivo, e aí pode ter o furo de segurança.[/Comentário]

3. Indexically Transmissible Viruses (vírus transmissíveis por indexação)
Os cibercriminosos estão trabalhando em tempo integral para fazer com que seus sites sejam relacionados em índices de busca. O algoritmo PageRank, do Gaming Google, que visa colocar um site com software malicioso substituindo um website proeminente em um mecanismo de busca, tem se mostrado um meio efetivo de afetar os computadores de visitantes desavisados ao website.

O Google e o restante das companhias do setor estão reagindo a esse tipo de golpe, como sugere a filtragem, feita pelo Google, de dezenas de milhares de páginas contendo malware, a partir de seu índice, no final de novembro do ano passado. Mas a facilidade e a rapidez com que novos sites podem ser criados significam que as companhias fabricantes de mecanismos de busca ainda vão ter momentos difíceis pela frente.

A referência aos “vírus transmissíveis por indexação” parece ser um meio de culpar mais os mecanismos de busca e menos os criminosos, mas essa é a questão: as buscas devem ser seguras. "Envenenamento da SEO" (“SEO poisining”) e “indexação de spams” ("spamdexing") são, ambos, termos úteis para descrever este fenômeno.

Mas algumas pessoas que não fazem parte das indústrias de tecnologia e de mídia sabem que SEO significa search engine optimization, ou otimização de mecanismos de busca, e que spamdexing, depois de mais de uma década de utilização, continua sendo um termo restrito pela tolerância legal a transmissão de spams e pelo desejo quase universal, entre os proprietários de websites, de obter os benefícios da indexação de spams, melhor identificada como PageRank.

Advertir que um site de busca contém "vírus transmissíveis por indexação" parece provocar um maior cuidado por parte dos usuários desses mecanismos e mais ação dos mecanismos de busca, do que os dois termos mais antigos.

[Comentário]Como consta na notícia, acredito que os próprios mecanismos de busca já farão uma filtragem nesse sentido. As ferramentas de busca têm procurado se prevenir de técnicas de black-hat SEO, entre outras. O Google, além de ter uma equipe de controle de qualidade, tem considerado o valor do conteúdo dos sites com relevância. Tanto que, se procurarem pela palavra-chave 'sexo' no Google Brasil, nas páginas no Brasil, os 03 primeiros resultados são referentes a sites com informações sobre sexologia (e não sobre pornografia, como seria o esperado).[/Comentário]

4. Snookies (cookies prejudiciais)
Embora o termo, apresentando 19 mil registros no Google, seja o nome de uma companhia fabricante de biscoitos (cookies, em inglês), ele pode ser utilizado na indústria de tecnologia para se referir ao mau uso dos cookies de Internet, que são arquivos que os websites depositam nos computadores dos usuários.

Snookies, que significa cookies prejudiciais, ou cookies de subdomínio, se você preferir um nome menos pejorativo, parecem originar do domínio na web do site visitado, mas o subdomínio de que eles se originam – subdomínio.domínio.com, por exemplo – é programado para encaminhar para um servidor de terceiros. Isso é feito para evitar o bloqueio pelos usuários que têm seus navegadores projetados para rejeitar cookies de sites de terceiros.

[Comentário] Cookies geralmente são deixados por visitas a sites, e aí deve-se ter um cuidado nas visitas. Uma pergunta: a quantidade de ocorrências de um termo de segurança no Google é diretamente proporcional ao seu impacto? :)[/Comentário]

5. Redes anti-sociais
Um termo que faz paródia à mania das redes sociais pode verificar um uso mais direto, à medida que os cibercriminosos avançam em seus esforços para roubar informações pessoais de sites como Facebook, MySpace e Orkut. O Google eliminou muito rapidamente um worm do Orkut que surgiu em dezembro de 2007, mas é certo que os esquemas para roubar dados a partir de redes sociais se tornarão mais comuns.

[Comentário]Já ouvimos falar de roubo de comunidades e de perfis de usuários do Orkut. Isso pode impactar em SEM no que se refere à popularidade e visitações ao site.[/Comentário]

6. Social Graft
O mau uso dos gráficos sociais (social graph) – como a Facebook chama sua lista de amigos – de uma companhia, visando ao roubo de material. Este esquema poderia ser empregado para descrever o uso da tecnologia Beacon, da Facebook, assim como os esforços direcionados ao roubo de identidade ou a fraudes relacionadas. Este termo deve ser utilizado apenas como uma variação na interface de programação de aplicativos do Google Social Graph; chamá-la de API da Social Graft parece capturar o espírito do ataque aos amigos de alguém.

[Comentário]Pode causar o mesmo impacto que o de redes sociais.[/Comentário]

7. Whaling (pescar peixes grandes)
Quando alguém “pega um peixe grande” (expressão em inglês para indicar um indivíduo ou uma companhia proeminente), está praticando whaling. Alan Paller, que trabalha no SANS Institute, utiliza o termo para se referir ao direcionamento de ataques de phishing a pessoas proeminentes.

Mesmo se o termo desaparecer, como resultado de ser desnecessário, a tendência de tentar enganar alvos altamente valorizados para que “entreguem as chaves do reino” certamente deverá aumentar.

[Comentário]Conhecia o termo mais no sentido comercial, de tentar tirar os "peixes grandes" da concorrência. Espero não estar sendo "míope", mas não vi impacto em SEM.[/Comentário]

8. Lieware (softwares falsos)
Em 2007, havia muitos "softwares antivírus criminosos", às vezes, também chamados de "softwares antivírus falsos". Mas esses termos são confusos, porque existe muita controvérsia a respeito. Os softwares antivírus falsos não são nem mesmo softwares antivírus. Então, o que são? O "lieware" é um termo muito menos empregado para descrever software que “finge” ser algo que não é. Com apenas 420 referências no Google, o termo nem chega perto do reconhecimento de "adware" ou "spyware". Mas graças à crescente necessidade de produtos antivírus, estamos confiantes que veremos mais liewares tentando enganar nossos sistemas, cada um a seu modo.

[Comentário]Pareceu-me um novo nome para os cavalos-de-Tróia.[/Comentário]

9. Spham ou Spamble
Os pesquisadores da área de segurança prevêem um aumento no volume de spams direcionados a dispositivos móveis, particularmente, por meio de SMS. Embora o termo "blogging", nada atrativo, tenha dado origem a um nome ainda menos atrativo, o "moblogging" (blogging em um dispositivo móvel), o "mospam" simplesmente não funciona.

Embora tenha sido proposto o termo "spamble" como abreviação de spam direcionado a apostas em dinheiro (spam + gamble, que significa apostar, em inglês), este termo também tem o potencial de sugerir spam recebido enquanto se aposta utilizando um dispositivo móvel.

O "spham" proporciona um meio mais direto de combinar spam e telefone, apesar de que pelo fato de a pronúncia parecer a mesma do termo “spam”, isso pode limitar seu apelo. (Sim, você pode enfatizar a pronúncia do "h" e dizer "sp-ham", mas as pessoas começarão a pensar se a causa da sua estranha pronúncia é contagiosa.)

[Comentário]Aqui no Brasil, com uma tecnologia móvel recém-nascida, com jogos de azar e cassinos proibidos, e com uma cultura mobile voltada a tirar fotos e enviar SMS, acredito que irá demorar um certo tempo até termos esse problema por aqui...[/Comentário]

10. Backdoored (pela porta de trás)
Todo mundo na indústria de segurança em TI está familiarizado com os nomes “portas de trás” (Em inglês, se diz backdoored, que é praticamente impossível de ser traduzido literalmente para o português.) e Cavalos de Tróia invadindo pela porta de trás (backdoor Trojans).

Em 2008, o termo "porta de trás", anteriormente um adjetivo ou substantivo, conseguiu ser “promovido”, como a palavra "google", para a categoria dos verbos.

Um exemplo de backdoor Trojan é o Zlob, que os pesquisadores na área de segurança esperam ver com muito mais freqüência no próximo ano.

[Comentário]Nada de novo no reino da insegurança...[/Comentário]

11. Patch Fix (correção de correções)
A solução é a correção que soluciona o último patch efetuado. Isso pode parecer redundante, mas considerando o número de correções que criam mais problemas e, conseqüentemente, precisam ser corrigidas, a redundância parece ser necessária para compensar a ausência de qualidade do código.

[Comentário]Isso atinge todas as áreas, porque impacta direto na infra-estrutura de tecnologia da informação. Mesmo com todos os avanços na área de qualidade de software e de testes, ainda faltam algumas coisas com relação à segurança no nosso universo interconectado. [/Comentário]

[Comentário final]Espero ter passado uma idéia de como essas ameaças podem impactar em SEO, e como devemos separar o joio do trigo.[/Comentário final]

26/01/2008

TV Digital: Oportunidade para o Mercado de Busca

Sempre me pergunto se haverá espaço para o mercado de busca no mundo da TV Digital. Fico imaginando como será poder assistir vídeos armazenados no Youtube pela TV. Talvez até podendo buscá-los através de algum mecanismo de busca, ou então encontrar informações sobre aquele canal que está passando os filmes do "Clint Eastwood".

O que é a TV Digital?

É um novo formato, para a distribuição e exibição de programas de TV, onde o meio digital (binário) é usado para transmitir as informações entre os aparelhos destinados à exibição. Encontrei um PDF muito interessante no site CPQD, que aborda de forma clara e simples o que é, e como vai funcionar a TV Digital. Chamou-me a atenção o trecho que fala sobre a relação da Internet com a TV Digital:
"A TV Digital não deve ser vista apenas como uma evolução tecnológica da televisão. Trata-se de uma nova plataforma de comunicação baseada em tecnologia digital para a transmissão de sinais. Esta tecnologia proporciona ganhos em termos de qualidade de vídeo e áudio, aumento da oferta de programas televisivos e novas possibilidades de serviços e aplicações.

Combinando as características tradicionais da televisão analógica com algumas das funcionalidades proporcionadas pelo computador pessoal - hoje exclusivo meio de acesso à Internet - com a TV Digital, será possível experimentar algumas das funcionalidades da tecnologia digital, chegando mesmo, em alguns casos, a acessar a rede mundial de computadores a partir de um aparelho de televisão, utilizando parte significativa da infra-estrutura existente."
A TV Digital como tantas outras tecnologias vai trazer muitas oportunidades, inclusive para os profissionais de tecnologia. A integração com a Internet vai ser total. Talvez não existam linguagens de programação específicas para esse novo meio, mas sim uma adaptação das atuais, com mais funcionalidades.

O Formato Brasileiro de TV Digital

Americanos e Japoneses já possuem os seus formatos de TV Digital. Existe agora a versão brasileira, o HDTV como afirma o texto a seguir:
"A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns(1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores(...) O primeiro grande impacto é a ALTA DEFINIÇÃO, que aparece na mídia com as siglas HD (High Definition - Alta Definição) ou HDTV (High Definition Television - Televisão de Alta Definição) em inglês. Alta Definição significa ver mais detalhes na imagem (como nos cinemas, por exemplo). A introdução da HDTV será gradual, (mas as transmissões já vão iniciar no formato digital com resolução comum conhecida como SD de Standard Definition). O telespectador vai sentir a diferença, porque as distorções da TV analógica já citadas desaparecerão, ou seja, teremos uma imagem limpa e ainda um som com qualidade dos atuais CDs." - Fonte: www.dtv.org.br
Não há dúvidas de que aquele conceito estático de somente "assistir" vai mudar.

Busca total com as Ferramentas do Google

Imagine só, o Google tem hoje um número muito grande de aplicativos, sendo que muitos deles estão voltados para algum tipo de busca como: Google Earth, Google Maps, Google Transit, entre outros aplicativos úteis para encontrar algum tipo de informação. Temos até o Youtube, uma espécie de TV online, onde é possível “encontrar” qualquer tipo de vídeo.

Porém esses aplicativos ainda não estão totalmente integrados. O Youtube já aparece nos resultados de busca do mecanismo de busca do Google, mas o Transit não. Fico imaginando daqui alguns anos, com o avanço da TV Digital, eu ligando a TV, falando o nome de algum ator ou atriz em voz alta e o Google me dando resultados de programas relacionados passados naquele momento. Ou então, buscando informações sobre determinado endereço pela TV. Seria maravilhoso não?

Acredito que essa realidade não esteja longe de acontecer. É tudo uma questão de tempo.

TV Digital e as Novas Formas de Comunicação

Da mesma forma que a Web passou por uma fase onde as páginas eram estáticas e não tinham nenhum tipo de interação com o usuário, a TV também passará. O formato de TV onde não há nenhum tipo de interatividade já é ultrapassado. Já vivemos isso em algumas programações, como o próprio Big Brother Brasil, onde é permitido as pessoas que assistem o programa, possam interagir de alguma forma. Ainda dependendo de ferramentas como telefone celular. Daqui alguns anos: você poderá tocar a tela e contabilizar um voto, para eliminar determinado candidato, sem depender de outra ferramenta que não seja a TV. Muitos acreditam que a TV vai para a tela de um computador, eu duvido. Até porque os próprios computadores tendem a desaparecer. Além disso, outros dispositivos serão contemplados:
"O nosso sistema de TV Digital permite que os programas possam ser vistos dentro de ônibus, carros, barcos, aviões, Laptops, em celulares com os telespectadores em movimento, nos desktops dos escritórios, ou até com receptores de bolso." - Fonte: www.dtv.org.br
Ou seja, cada vez mais a informação será disponibilizada por canais convenientes ao usuário em determinados momentos.

A TV Digital é mais que uma tecnologia, é um conceito. Daí fica a pergunta para os profissionais de busca: você já pensou em como aproveitar essa oportunidade?