Desde quinta-feira (13/12/2007) estou fazendo um curso de extensão em usabilidade na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dado pelos professores doutores: Carla Freitas e Marcelo Pimenta. O curso aborda de forma prática heurísticas de usabilidade, acessibilidade, testes, problemas e soluções, além de contar com a experiência dos professores citados, renomados na área. Estou gostando muito, pois é interessante ter a oportunidade de fazer um network com outros profissionais da área.
Análise Heurística
Entre debates, explicações e exercícios, fizemos algumas aplicações práticas do que aprendemos usando algumas das ferramentas, empregadas no curso. Dentre elas as "
Dez Heurísticas de
Nielsen"
[NIE 94] que compõem:
- Visibilidade do status do sistema;
- Compatibilidade entre o sistema e o mundo real;
- Liberdade e controle do usuário;
- Consistência e padrões;
- Prevenção contra erros;
- Reconhecimento em lugar de lembrança;
- Flexibilidade e eficiência de uso;
- Projeto minimalista e estético;
- Auxiliar os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar-se de erros; e
- Ajuda e documentação.
Critérios Ergonômicos definidos por Bastien e Scapin
Também falamos muito de
Bastien e
Scarpin, que definiram critérios [BAS 93] relacionados a
testes ergonômicos, que podem ser usados também para
análises heurísticas de websites. Em uma lista de 18 critérios definidos, um dos mais importantes na minha opinião é o da "
Legibilidade" que segundo
Bastien e
Scarpin:
"Refere-se às características léxicas que as informações apresentam sobre a tela de forma a facilitar a compreensão destas informações. Deve-se levar em consideração, ainda, o brilho, contraste, cor, tamanho de fonte, espaçamento, etc."
Ou seja, determinado conteúdo textual deve ser legível, o tamanho da fonte, a cor, o contraste em relação ao fundo devem ser satisfatórios para o usuário.
Percurso Cognitivo
Falamos muito também do
percurso cognitivo, cujo objetivo principal é percorrer os caminhos que levam até determinada "meta" e definir os possíveis erros e problemas neste processo. Neste tipo de teste deve-se definir: se as ações estão evidentes ao usuário, se este perceberá a ação correta (se os itens estarão visíveis), se existe "
feedback" adequado, entre outras coisas. O
percurso cognitivo pode ser usado juntamente com a
análise heurística, tanto um, como o outro, são ferramentas eficientes, para elaboração de
relatórios de usabilidade.
Relação Usabilidade e Otimização de Sites
Total. Hoje o negócio é dar resultados. Ou o cliente tem um ROI (Return of Investment - retorno de investimento) digno de um orçamento ou determinado projeto se torna um centro de custo. Sendo assim, não é mais uma vantagem o cara estar em primeiro lugar no
Google se o site dele não está apto a vender. E muitos não estão...
A
otimização de sites hoje é mais do que uma simples
reengenharia voltada às
máquinas de busca, mas sim algo que soluciona realmente os problemas do usuário. Imagine só: em alguns testes com usuários, naqueles onde é pedido ao usuário realizar determinada tarefa sem indicação de algum site, este corre para algum
mecanismo de busca para encontrar o que precisa. É ilusão pensar que um site que se posiciona bem nos
mecanismos de busca consegue resultados sem que seja totalmente eficiente. É sério, muito sério isso, pois tem gente (e não é pouca) que acredita nisso e diz por aí que a
otimização de sites faz junção de técnicas que levam seu site para a primeira página do
Google.
A
Otimização do site tem que preservar a vontade que o usuário tem que encontrar e conseguir usar o que procura. Técnicas isoladas não vão trazer resultado algum ao usuário, só frustração.
Acessibilidade
Porque alguns
mecanismos de busca prezam tanto pelo atributo "alt" da tag "img"? Por que o
W3C preza tanto por uma padronização? Para que qualquer pessoa possa usar determinado site. Não sou o dono da verdade, mas fica a pergunta: o que nós profissionais de WEB faremos para ajudar?
Assista o vídeo e pense: http://acessodigital.net/video.html
Conclusão
Curso show, galera animada e professores legais que realmente entendem do que falam. Cada vez fico mais convencido de uma teoria minha: "não adianta chegar, é preciso usar".
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